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5 atitudes para ter mais qualidade de vida e riqueza

5 atitudes para ter mais qualidade de vida e riqueza

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Um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates, disse certa vez que “nascer pobre não é um erro, mas morrer pobre sim”. Muita gente pode discordar dessa frase, afinal pode parecer fácil para alguém como ele – uma pessoa extremamente rica e poderosa – fazer esse tipo de comentário.

A verdade é que Gates nasceu em uma família de classe média em Seattle e teve a oportunidade de cursar as melhores escolas até entrar em uma das melhores universidades do mundo, optando por abandonar os cursos de Matemática e Direito para dedicar-se integralmente a Microsoft.

Se Bill Gates foi extremamente simplista em sua frase, a verdade é que algumas decisões que tomamos no decorrer de nossas vidas podem significar de fato o sucesso ou fracasso financeiro; ou, se você preferir, podem significar a chance de enriquecer ou a sina de permanecer pobre e com dificuldades financeiras por muito tempo.

Conhecemos histórias e relatos de muitas pessoas que tiveram uma vida muito difícil e que conseguiram prosperar com escolhas certas durante a vida profissional. Aqui mesmo no Dinheirama já escrevemos sobre milionários brasileiros e milionários estrangeiros que fizeram fortuna do zero. Conhecer um pouco dessas histórias pode servir de inspiração para você.

5 atitudes para ter mais qualidade de vida e riqueza

Durante o trabalho diário com educação financeira, tenho oportunidade de conhecer pessoas não tão famosas que conseguiram vencer a barreira da pobreza e, com muita inteligência e disposição, souberam aproveitar algumas características pessoais para mudar a própria história.

Olhando essas pessoas com calma e estudando-as de forma sistemática, percebi que existem cinco atitudes fundamentais que foram essenciais para muda-las de patamar financeiro. Compartilho-as com você abaixo:

1. Comece cedo a guardar dinheiro e investir

Você se lembra de o que fez com o seu primeiro salário? Recentemente, fizemos essa pergunta para alguns amigos e mais de 95% responderam ter gasto todo o dinheiro com roupas, lazer, namoro etc.

A falta de cultura do investimento e planejamento faz com que a maioria das pessoas não entre no mercado de trabalho com a ideia de poupar um percentual da renda e investir. A maioria dessas pessoas ficará “presa” para sempre no que o autor best-seller Robert Kiyosaki, de “Pai Rico Pai Pobre”, chama de “Corrida dos Ratos”.

Quem começa a guardar desde cedo tem à sua disposição duas grandes oportunidades: o tempo, que é um dos segredos do sucesso, e a chance de diversificar e correr mais riscos, aproveitando assim oportunidades que surgem nos períodos de crise, onde ativos de diversos tipos costumam ficar bem baratos.

Investir desde cedo deveria ser algo tão natural quanto consumir, e assim fazem as pessoas bem-sucedidas, que percebem e começam a investir muito jovens e conseguem um enorme patrimônio ao longo de suas vidas.

2. Aceite que seus pais podem não dar os melhores conselhos sobre finanças

Não tenho dúvidas que a maioria dos pais sempre deseja o melhor para seus filhos. Os conselhos dos pais, sempre ricos em sabedoria e amor, são muito valiosos porque são ditos por quem conseguiu coletar todo tipo de experiência ao longo da vida.

No entanto, é preciso encarar uma realidade incômoda: a situação precária de boa parte das famílias no Brasil mostra que nossos pais nem sempre fizeram as melhores escolhas quanto as próprias finanças. É certo que muitos deles sequer tiveram oportunidades decentes, concordo!

Boa parte dos nossos pais viveu sua juventude e início da fase adulta durante os anos 80 e parte da década de 90, período em que o Brasil tinha outra realidade econômica. Naquela época, de superinflação, o consumo imediato era necessidade para sobreviver e investir era algo fora da realidade da maioria das pessoas. Os poucos recursos amealhados eram usados na compra de um imóvel ou “guardados” na caderneta de poupança.

O país mudou, mas a cultura do consumo continuou a mesma: a oportunidade de planejar e viver em uma realidade com inflação controlada não foi aproveitada. Sem ter com quem aprender a lidar com esse novo cenário, as atitudes de sobrevivência de antes se tornaram erros que foram repassados para os filhos, para a geração de jovens hoje vivendo entre nós.

Algumas verdades absolutas (absurdas), como considerar automóvel como investimento; a compra a casa própria sempre a melhor opção diante do aluguel; e a caderneta de poupança o melhor e mais seguro investimento deixaram de ser verdade faz tempo.

Até por educação e respeito, é sempre importante escutar os conselhos dos pais, mas no atual cenário econômico é fundamental se orientar com especialistas no assunto. Com um pouco de interesse, é possível também dedicar um pouco do tempo e pesquisar ótimos livros e até material gratuito e de grande qualidade na internet.

A responsabilidade de mudar essa cultura é nossa para que tenhamos condições de dar melhores conselhos também sobre dinheiro para nossos filhos.

Leitura recomendada: Quem são os seus exemplos quando o assunto é dinheiro?

3. Cuide do próprio futuro antes de pensar no futuro financeiro dos filhos

Mais um item importante que trata da relação de pais e filhos. A lógica de que os pais sempre desejam o melhor para os filhos aqui também é desculpa para descuidar do próprio futuro financeiro.

Já conversei profissionalmente com muita gente que se apressou em garantir a aposentadoria dos filhos, pensando em pagar uma aposentadoria privada para recém-nascidos, mas sem nunca ter dispensado tempo e dinheiro para criação da própria aposentadoria.

Vale sempre lembrar que filho não pode ser tratado como um investimento. Quem abre mão de cuidar do próprio futuro precisa compreender que, mais cedo ou mais tarde, se tornará um problema para o filho, uma despesa que ele precisará assumir já que é muito difícil manter o padrão de vida apenas com a aposentadoria oficial.

Leitura recomendada: Que legado você deixará para seus filhos?

4. Aceite que é fundamental correr riscos ao longo da vida

Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, sempre gosta de frisar em suas poucas entrevistas que “o maior risco é não correr riscos”. Durante nossa trajetória profissional, muitas vezes deixamos o medo falar mais alto do que a vontade de experimentar e “pagar pra ver”.

Não raro, quando surge uma oportunidade de mudar de trabalho ou iniciar um novo negócio, optamos por ficar dentro da chamada zona de conforto, seja por medo do desconhecido ou por puro comodismo.

As pessoas que mudam o destino e prosperam na vida sempre fizeram algumas escolhas difíceis. Muitas vezes, elas optaram por arriscar e correr riscos porque sabiam que estavam preparadas para o que fosse acontecer, mesmo que isso significasse, naquele momento, um passo atrás.

Correr riscos é, no fundo, saber lidar de forma madura com o fracasso e com a frustração. É saber que sempre haverá a chance de recomeçar e dar a volta por cima. É saber que é mais importante ser feliz que ter razão.

5. Cuide sempre do seu nome, pois ele é seu maior patrimônio

No Brasil, muita gente não dá o valor devido ao “nome na praça”. É comum ouvirmos comentários de que o segredo é ter paciência e aguardar cinco anos até as dívidas “caducarem’ para que o nome sujo deixe de constar dos órgãos de restrição de crédito.

Quem trabalha e vive com esse pensamento sofrerá muito no decorrer da vida, e vejo isso na prática quase todos os dias. O bom pagador, aquele que honra e obedece os contratos e prazos, sempre terá crédito mais barato e disponível quando precisar. Isso sem contar na consciência tranquila e no exemplo que será passado adiante.

Outro item importante também relacionado ao nosso nome diz respeito a decisão irrevogável de não “emprestá-lo” a amigos e parentes. Você nunca deve “emprestar” seu nome para empréstimos e compras. Nunca!

Se os outros não foram capazes de cuidar do próprio nome, você acha que se preocuparão com você e sua credibilidade? Esqueça! A chance de repetirem o erro com o seu nome é muito maior.

Para preservar a amizade e o bom relacionamento familiar, o melhor caminho é sempre deixar claro, logo no começo, que você não concorda com esse tipo de procedimento e simplesmente não o fará, sob hipótese alguma.

Leitura recomendada: Como limpar seu nome e livrar-se das dívidas

Conclusão

Nem todo mundo conseguirá viver com qualidade de vida e riqueza, mas seguindo esse e outros bons conselhos que compartilhamos no Dinheirama será muito mais fácil alcançar a independência financeira.

O início é sempre o período mais difícil, afinal viver colocando em prática a educação financeira nem sempre parece a alternativa mais prazerosa. Enriquecer é uma questão de escolha pessoal e para a maioria das pessoas que decide trilhar esse caminho, será necessário um bom tempo para chegar lá.

Penso que Bill Gates pode estar certo, pois as escolhas que fazemos durante a nossa vida geram consequências e nos levam ao nosso futuro, seja ele mais rico ou não. O que queremos e o quanto somos capazes de pôr em prática parece fazer a diferença.

Enquanto muita gente não sabe nem o que quer de fato, outros dosam na medida certa determinação e ambição. De que lado você vai ficar? Você acredita que as reflexões propostas neste texto fazem sentido? Comente no espaço abaixo. Obrigado e até a próxima!

Foto “Superhero kid”, Shutterstock.

Comentários

  • Hilda

    Excelente artigo.
    De fato não temos cultura de investimentos e contrair dívidas é algo “normal” e até obrigatório para muitas pessoas.
    O trabalho do educador financeiro se faz extremamente importante no Brasil.
    Abs

    • RicardoLPereira

      Olá Hilda, obrigado pelo incentivo.
      Grande abraço.

  • Fernando

    Parabéns pelo texto, realmente ficou muito bom!

    • RicardoLPereira

      Obrigado Fernando,
      Grande abraço.

  • Phillip Rizzato

    Muito bom o artigo. Na verdade sao as atitudes que fazem a diferença entre as pessoas, associada à educação e mente visionária.
    Normalmente, a sociedade acredita que colocar os filhos em uma boa escola já é o suficiente, entretanto, esquecem que a maioria sairá como mente de empregado, pronto para dar dinheiro aos donos de negócios.
    Atingi minha aposentadoria aos 42 anos, moro na praia, surfo todo dia, as pessoas me perguntam como consegui isso, visto que era apenas um gerente senior de uma multinacional???!!!! A resposta é simples, planejamento, poupança consistente ( gasto racional não pão durismo!!!) e abrir a mente para ter negócios próprios em paralelo para fomentar a renda.
    Os conselhos do artigo são muito bons, apliquei no passado e hoje vivo bem e considero realmente um privilegiado por ter o bem mais precioso do mundo: o tempo e minha liberdade!!!

    Sucesso a todos,

    • RicardoLPereira

      Olá Phillip, obrigado pelo comentário e por compartilhar conosco sua trajetória. Quem sabe não se inspira e crie um artigo contando um pouco mais sobre o assunto? Seria uma honra para nós publicarmos no Dinheirama. Convite feito :-)

      Grande abraço.

      • Phillip Rizzato

        Ola ricardo

        Aceito sim seu convite. Vou escrever minha historia e mando para vcs. Em qual email posso encaminhar ?

        Grato abs

        • RicardoLPereira

          Olá Phillip, que bacana você aceitar.
          Pode encaminhar para ricardo@dinheirama.com
          Grande abraço.

  • carla nuncia bezerra

    Muito bom gostaria de ter lido isto a vinte anos atrás minha historia com certza seria diferente, mas
    nunca é tarde.

  • Caio Lopes

    Olá Ricardo,
    Meu nome é Caio e tenho 20. Gosto muito de ler seus artigos e acho neles dicas muito boas e úteis, que aplico constantemente na minha vida.
    Como ainda sou jovem não tenho muita experiência na área de investimentos e gestão do meu patrimônio, mas me interesso bastante em aprender cada vez mais, principalmente a partir das experiências de outras pessoas.
    Dito isso, você teria algum livro para me indicar e complementar a minha fonte de informações? Algum que você já leu e achou interessante?

    Grato desde já e parabéns pelo seu ótimo trabalho,
    Caio.

  • Domingos gatto

    Talvez se tivesse educação financeira nas escolas públicas que estudei minha vida financeira seria outra ,ganhei muito dinheiro e perdi muito dinheiro por não saber o que fazer com ele . O trabalho do educador financeiro é importante para qualquer ser humano independente de classes sociais ,parabéns pela matéria .

  • Claudia Santos

    Ótima matéria.
    O brasileiro em geral, tem costume de contrair e contrair dívidas. Reclama-se muito, mas continuam pagando… Faz- se necessário, de forma imediata, o ensino a educação financeira nos bancos escolares para mudar o perfil da sociedade brasileira.

  • Emerson

    Excelente materia. Parabéns. Gostaria de ver todos os brasileiros lendo seus artigos. tenho certeza que nosso pais seria bem melhor com o passar do tempo.
    Eu compartilho sempre, assim podemos educar financeiramente os adultos e consequentemente as crianças. Obrigado por nos educar.

  • Comentador

    Texto maravilhoso;textos assim deveriam ser mais divulgados por aí(Facebook).Mudar a mentalidade das pessoas,incluindo alguns parentes e amigos meus(são desses que acham que subir na vida é ter casa,carro,viver comprando um monte de futilidades e casar).Forte abraço!

  • Pingback: Riqueza de verdade é acumular experiências (e lembranças), não apenas dinheiro | FUSESC()
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